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O que é uma Oficina Antroposófica?

Atualizado: 18 de jul. de 2023


Foto: Acervo Pessoal - Formação UNIPAZ - SP


Quando escutamos a palavra oficina, logo nos vem à mente, um local onde uma atividade laboral é realizada, fabricada ou desenvolvida de forma manual ou artesanal. Ou seja, numa oficina colocamos a “mão na massa”, e esse é o objetivo literal quando participamos de uma oficina musical, oficina literária, oficina pedagógica, oficina antroposófica etc.


Particularmente, prefiro o nome oficina, a seminário ou workshop. Desde quando atuava no mundo corporativo, sinto que a palavra “oficina” revela a sua própria força quando descubro algo por mim mesma ao executar uma atividade.

Toda oficina é dedicada àqueles que buscam o autoconhecimento, autodesenvolvimento e autoeducação.


O benefício em participar de uma oficina será sempre individual. Numa Oficina Antroposófica trata-se de um processo muitas vezes terapêutico para aprender a pesquisar sobre si mesmo, auto-observar e auto educar.


A partir da autoeducação, aprendemos a gerar Autoestima, Bem-estar Emocional, Ressignificar os Eventos e as Relações do passado, entender nossos Padrões, Escolhas e Motivações. Estar cada vez mais de prontidão para os impactos que a vida nos lança em direção aos encontros com as pessoas.

Dias 17 e 19 de agosto temos uma oficina – Memórias e Aromas – que tem como objetivo trazer para as pessoas um pouco mais de conhecimento sobre o caminho do Amor na sua Biografia. Uma pausa para uma pesquisa interna.


Esta oficina nasceu do encontro com a Aromaterapeuta ,Paula Salles, e veio criando forma a cada conversa. Sentimos que a Antroposofia e Aromaterapia podem caminhar juntas. Decidimos utilizar dessas forças para realizar uma oficina em que as pessoas pudessem pesquisar sobre si mesmas utilizando os óleos essenciais adequados, num ambiente devidamente preparado contribuindo para ativar a memória, buscando os eventos vividos.


Como o Amor se manifesta na sua vida? Qual o caminho que ele percorre? Fica evidente nos acontecimentos diários, nos impactos que a vida te lança ou nas relações com as pessoas?


Cada ser humano aprende de maneira única e individual. Esse aprendizado passa pelos eventos/acontecimentos/impactos e encontros na vida biográfica. Mas não se engane! O caminho do Amor passa pela Ira, pela Raiva. Por incrível que pareça a Raiva ou Ira nos ajuda a educarmos a nossa essência, o nosso EU.


Quem nunca se desentendeu com alguém e deixou o seu vulcão interno sair para fora e mais tarde voltou atrás do seu rompante avassalador? Toda vez que demoro menos para cair em mim sobre uma ação abrupta, um sentimento de desprezo, uma fala inadequada, um pensamento julgador, mais rápido estou despertando a minha consciência para o auto educar do meu SER.


Se tiver interesse sobre a Missão da Ira, leia o Livro: Nova Consciência – Altruísmo e Liberdade de Daniel Burkhard e procure na página 125 - palestra de Rudolf Steiner sobre “A Metamorfose da Alma – A missão da Ira.” – GA 59, Berlim, 21 de outubro de 1909.


Nessa palestra, Steiner coloca que o egoísmo empobrece e desola a pessoa, mas é necessário conhecermos o egoísmo para chegarmos ao altruísmo. Explica que a Ira surge como uma vivência interna do EU e ela vem antes de estarmos maduros o suficiente para emitirmos um julgamento justo e sanador sobre o que não deve acontecer. A ira pode degenerar em fúria de tal forma que o pior egoísmo seja liberado. A ira/raiva é a força que nos leva a educarmos o EU individual para o Amor Altruísta. Estar ciente disso nos leva à Autoeducação!


Na Oficina Memórias e Aromas, utilizaremos como metodologia, 3 perguntas relacionadas a 3 diferentes setênios (ciclo de 7 anos) para realizarmos 3 desenhos que representam o evento do passado.


Trabalharemos em grupo para realizar a observação Goetheanística. Veja abaixo as etapas para esse tipo de observação:

  1. observar sem julgar, sem usar conceitos pré-estabelecidos;

  2. procurar no desenho, o equilíbrio, harmonia, simetria, fluidez das cores, ou da luz e sombra; buscar uma relação ou algo que liga o centro e a periferia; direita e esquerda; parte superior e inferior;

  3. sentir e perceber os gestos ou traços; o desenho revela qual direção ou gesto? Há uma ligação entre pessoas e objetos desenhados? O que o desenho comunica? O que está sendo revelado dentro de mim quando observo o desenho?

  4. buscar por fenômenos arquetípicos; inspirações verdadeiras acontecem no observador como insights; começamos a ver os fenômenos que o desenho revela e dentro do próprio observador se ele se deixar envolver e fluir na sua percepção


Seja bem-vindo(a) a uma “pesquisa básica” sobre você mesmo! Venha participar de uma oficina antroposófica!


Abraços Libertadores!


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