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O que é Pesquisa Anímica ?



Pesquisa Anímica ou Pesquisa da Alma é procurar respostas para pensamentos, sentimentos e desejos que são unicamente seus. É quando a vontade individual busca por consciência e se alinha a uma “bússola” interna superior. Buscar por consciência é um atributo da Alma.

Podemos nos mover por respostas quando acontecem impactos, sincronicidades ou padrões repetitivos nos eventos que a vida nos lança para acordar o pensar, sentir e querer. Quem busca por consciência quer respostas para sair da dor, do trauma, da imagem fixa ou padrão repetitivo que aprisiona.


A Pesquisa da Alma pode trilhar por duas vertentes: Ancestral ou Individual.


Ancestral

O pensar, sentir e querer passa de geração em geração numa repetição de padrões ancestrais carregados pelos valores da época cultural que viveram e do que assimilaram.


Muitas vezes não estamos prontos para encontrar essas respostas, pois é necessário amadurecimento biográfico, ou seja, os anos precisam passar. Somente na sabedoria ou maestria biográfica podemos ressignificar essa dor, reconhecer a sombra, sair da polaridade ou julgamento da forma mais simples: tomando as rédeas da nossa vida nas mãos e construindo o nosso próprio caminho.


Individual

É preciso viver a vida, trabalhar o autoconhecimento e autoeducação para aprender a diferenciar o que é uma pesquisa Ancestral de uma pesquisa Individual.


Na pesquisa anímica Individual temos que saber a diferença entre “Personalidade” e “Individualidade”. A Personalidade invade o nosso pensar, sentir e querer, como uma sombra que insiste em permanecer, controlar, manipular, prender ou roubar o seu viver no presente. É necessário se libertar da “Personalidade” que nos rodeia para que possamos viver a nossa “Individualidade” no aqui e agora, sem enganos e ilusões, num constante auto educar.


Aprendi com Omraam Mikhael Aivanhov no seu livro “A Chave Essencial”, que a Personalidade representa a natureza inferior do homem, cheia de caprichos, desordenada, revoltada, limitada no pensar, nas emoções (sentir) e nas ações (querer) e que impedem a Individualidade de manifestar-se completamente no seu processo evolutivo. Na Antroposofia chamamos a Personalidade de “Sósia”.


Diante disso e por mais uma vez, saio em setembro de 2023 para uma pesquisa interna e muito pessoal sobre a minha ancestralidade e individualidade. Estou chamando de “Pesquisa Anímica”, ou seja, “Pesquisa da Alma”.


Tudo o que eu podia pesquisar sobre a concretude visível das informações ancestrais já estão no meu Genograma (materno e paterno), apenas atualizo quando necessário. As informações individuais, minha história de vida, já foram revisitadas biograficamente, desde o meu nascimento, por 3 vezes em época e momento de vida diferentes: aos 37, 49 e aos 55.


A cada nova observação biográfica, descubro uma nova chave, pois aquele é o momento em que o “nhoque da minha vida está pronto para subir”, sair do inconsciente e vir para o consciente. Busco informações anímicas que possam ampliar minhas observações e serem sentidas pela sabedoria do meu coração (bússola interna), nos ambientes que pretendo respirar, beber, comer e encontrar. Encontrar, dissolver, esvaziar. Esvaziar a mochila e caminhar na trilha da Liberdade de Ser.


Para cada um de nós, isso flui de forma diferente. No meu caso, preciso sentir os ambientes, observar os eventos sincrônicos, as imagens que se formam e incluir o que já pesquisei, como quem monta um quebra-cabeça ou um caminhante que faz o seu trajeto caminhando.


Por isso, a Holanda segue como ponto de pesquisa anímica para entender um lado europeu muito intrigante, frustrante e dolorido desde a minha infância que aparece na história da minha ancestralidade. Dissolver, liberar crenças e sentimentos de dor que carrego em minha mochila. E por mais que eu já tenha trabalhado isso ou aquilo em diversos processos de autoconhecimento e autoeducação, ainda tem algum “totem” ali dentro para ser liberado ou compreendido na idade em que me encontro atualmente.

Se você ainda não sabe “as etnias” que correm pelas suas veias, sugiro que faça um teste de DNA. Fiz há uns 5 anos atrás e isso me fez entender minhas vontades latentes, meus segredos, meus sentimentos, meu fenecer e meu reviver nos impactos que a vida me lançou e ainda me lança.


Pesquisar sobre as culturas que eu carrego na veia me fez entender o quanto “sou mesmo a única testemunha de mim mesma” e do que vivi desde a infância. Cada um de nós é testemunha de si. Nosso pai, nossa mãe, por mais perto que estivessem de nós nunca vão olhar os fatos com os mesmos olhos. Nem mesmo nossos irmãos, filhos do mesmo pai e mãe. Nem marido, esposa, amigos(as) que nos acompanham desde um momento da nossa vida.


Percebo que se o “nhoque subiu”, este é o momento! O que pode ser liberado está sempre no momento da idade atual em que você se encontra. Apenas temos que estar atentos e sair do ritmo da “manada”. Vejo muito isso nas biografias individuais de quem recebo a confiança para biografar. Quanto mais a idade avança, mais estamos prontos para liberar e aterrissar na nossa essência individual.


Estamos vivendo como humanidade a “Alma da Consciência” e isso nos permite olhar para além do que está visível aos olhos. O que buscamos está dentro da Alma Individual.


Saindo da Holanda, sigo para Itália, Suíça (Goetheanum - sede da Antroposofia) e depois Alemanha. Esses lugares têm a ver com a minha individualidade. Se quiser “pegar carona” nessa pesquisa, acompanhe no Instagram @rohenriette, muito disso posso sentir vontade de compartilhar no “Story”.


Abraços Libertadores!


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