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JORNADA BIOGRÁFICA - COMO FUNCIONA O JOGO DE TABULEIRO ANTROPOSÓFICO?

Jornada Biográfica – o Jogo de tabuleiro Antroposófico



Uma ferramenta lúdica Antroposófica de autoconhecimento com bases nas Leis Biográficas e que possibilita uma pesquisa sobre uma das áreas da vida ou um incômodo do momento. Iniciamos o jogo criando uma pergunta biográfica sobre o que queremos trabalhar no processo de autoconhecimento.


O jogo de tabuleiro Jornada Biográfica foi criado e idealizado por profissionais com formação em Biografia Humana Antroposófica. Considera os ciclos do herói da idade média, Parsifal, que percorre um caminho complexo e fecundo de simbolismos até chegar ao Graal e se sentar à mesa da Tábula Redonda do rei Arthur. Neste caminho e ciclos, observamos e pesquisamos a sua Biografia.


Muitas versões dessa história lendária existem. Podemos pensar na versão do poema épico de Wolsfram Von Eschenbach (1170 – 1220), cavaleiro e poeta alemão, bem como, na versão no final do século XIX de Richard Wagner (compositor, maestro, intelectual) que também criou o seu genial “Parsifal” em três atos. Parsifal para muitos é considerado o precursor do homem moderno, pois é a história de uma individualidade com desafios e conquistas.


Participei de uma versão teatral gerada com muita criatividade pela minha turma de formação. Gudrun Burkhard, esteve presente nos incentivando a encenar a peça Parsifal como uma etapa a ser experienciada num dos módulos de formação Biográfica. Bem, eu fui a narradora dessa história junto com uma outra colega de turma.

Ser a narradora me deu uma visão geral dos personagens, ciclos e caminhos percorridos por Parsifal desde a infância até o amadurecimento de sua individualidade. E esse é um dos movimentos do jogo, aprender a crescer e amadurecer observando o que a sua biografia vai revelando ao percorrer a espiral das idades.


Com a sua pergunta biográfica definida, o próximo passo é escolher aleatoriamente qual personagem da história de Parsifal vai te acompanhar nesta jornada. A Carta Personagem trás características que contribuem muito para a sua pergunta e busca por consciência durante o jogo.


A espiral biográfica percorre o caminho das idades e vamos observando os setênios (a cada 7 anos) e os respectivos eventos que aconteceram na sua biografia. Sem perder de vista a pergunta, vamos desenrolando um fio biográfico, o caminho para chegarmos ao Graal.


Ao longo do caminho retiramos cartas mensageiras conectas aos setênios como:

  • ancestralidade (carma)

  • temperamentos (sanguíneo, colérico, melancólico e fleumático)

  • forças planetárias e forças zodiacais

  • qualidades dos arquétipos primordiais do feminino (Anima) e masculino (Animus) presentes na individualidade

  • forças do EU que a partir dos 21 anos busca pela sua própria essência

  • incentivos do seu Personagem após percorrer um trecho do caminho no tabuleiro

  • pensamentos dos sábios/mestres - Hierarquias

O tabuleiro nos leva até aos 63 anos e se houver um jogador acima dessa idade, entramos novamente dentro da espiral e continuamos o jogo até a sua idade. Para aqueles que têm a formação biográfica isso não é um problema, pois temos elementos e base para continuarmos a pesquisa.


Atendo pessoas com 70 anos e considero esse tempo de vida um terreno muito fértil, pois é aqui que os dons adormecidos começam a aparecer. É aqui que ao doar, o dom individual chega. É um período de doação, desapego, perdão, devoção e reverência a tudo o que foi vivido. Chegaremos aqui se ao viver a vida conseguirmos nos tornar Adultos, Sábios e Mestres de nós mesmos.


Este jogo não substitui o processo do Panorama Biográfico, ou seja, fazer a Biografia desde a construção da sua árvore genealógica materna e paterna e posteriormente abrir a sua Biografia de setênio a setênio. Muitas pessoas para entender o que é Biografia Humana, preferem participar do jogo individualmente primeiro e posteriormente iniciam o processo de Pesquisa Biográfica.


Minha experiência tem mostrado que jogar em grupo deve ter um limite de 3 pessoas no máximo. Mais do que isso não sinto que é funcional, pois perde a profundidade do autoconhecimento e da autoeducação. Percebo que “campos sistêmicos” são abertos para a pesquisa e é necessário foco e presença do facilitador para fechar todos os campos que foram abertos de cada jogador biografado.


É uma vivência terapêutica, que pode ser realizada em grupo ou individual, online ou presencial.

​​

​Quer se lançar neste jogo? Marque um horário comigo!


Abraços Libertadores!


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